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Encanto abstrato

Encanto abstrato

Em cartaz no Guggenheim e com outras duas exposições individuais programadas para este ano, a artista recebeu Vogue em seu ateliê no Rio de Janeiro, de onde comanda sua hipnotizante e mundialmente aclamada produção

 

Ao longo de suas quatro décadas de atuação, Beatriz Milhazesseduziu o mundo com suas obras hipnotizantes, que desafiam a percepção do olhar e transformam o mais gélido e hermético espaço expositivo em uma vibrante e colorida festa para os sentidos. Já tendo exposto nos quatro cantos do planeta e integrante dos acervos das instituições mais importantes do circuito das artes, como a Tate Modern, em Londres, e o Reina Sofia em Madri, assim como o Metropolitan em Nova Yorke o Pompidou em Paris, Beatriz hoje é considerada a artista brasileira em atuação mais importante da arte abstrata contemporânea nacional.

Nada disso, no entanto, a tira do seu epicentro: o ensolarado ateliê no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, de onde comanda sua prolífica produção – e de onde garante que não quer sair de jeito nenhum. “Minha carreira internacional nunca foi uma coisa prevista, do tipo ‘vamos fazer uma carreira lá fora’. Foi algo que surgiu e foi evoluindo. Mas, realmente, quando comecei a expor no exterior, ficou cada vez mais forte essa questão do que me atraía a retornar ao Brasil”, conta Beatriz enquanto me recebe em uma das três casas da vila operária remanescente da época em que fábricas têxteis povoavam o bairro, na virada do século 19 para o 20, e que compõem seu espaço de trabalho.

“Aqui, tenho esse universo da natureza, o conforto de toda essa iluminação, estou perto da praia. Considero isso muito importante. E, obviamente, voltar para casa, que, para mim, é o Rio”, completa a artista, em cartaz com a mostra Rigor and Beauty, no Guggenheim em Nova York, onde apresenta um grupo de 15 trabalhos, entre pinturas e colagens, que vão de 1995 até 2023, dentre elas cinco pertencentes à coleção do museu e nunca antes exibidas.

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15 Mar 2025

por: Nô Mello

Vogue

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