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36ª Bienal de São Paulo: artistas transformam corpo e território em linguagem política

36ª Bienal de São Paulo: artistas transformam corpo e território em linguagem política

A artista morou a vida todo em bairros da zona norte do Rio, de Realengo a Irajá, mas aos 8 anos vai viver no subúrbiu de Cabo Frio, onde fica até seus 18. Filha de um ferroviário ligado ao samba e de uma trabalhadora da saúde evangélica, ela descreve a própria formação como marcada pelo cotidiano de uma família brasileira comum, em que a educação era vista como herança.

Foi por acaso que chegou a Belas Artes da UFRJ, em 2004, após se inscrever em um curso livre de desenho para “ocupar o tempo” enquanto aguardava um novo vestibular. “Minha formação era deslocada. Não tinha o repertório dos meus colegas”, lembra. Ainda assim, persistiu — entre empregos em shopping e a responsabilidade de morar sozinha, concluiu o curso em 2010.

A vida adulta trouxe novos desafios. Depois de atuar como gerente no comércio, casar, ter duas filhas e se separar, viu-se desempregada e sem perspectivas. Foi nesse momento de ruptura que decidiu retomar a arte, inicialmente com a ideia de dar aulas. “Durante a faculdade eu me dediquei ao fazer artístico, pois era o que podia controlar. E nesse período voltei a fazer um curso livre e participar de exposições coletivas”, lembra.

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06 Set 2025

por: Priscilla Geremias

Marie Claire

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