Em 2016, o baiano Antonio Társis esteve na capital paulista para participar da 5ª edição do Prêmio EDP nas Artes, no Instituto Tomie Ohtake, do qual saiu vencedor. Então promessa das artes visuais do País, ele vivia ali sua primeira viagem para fora de Salvador e também seu primeiro contato com a Bienal de São Paulo, a segunda mais longeva do mundo.
Quase dez anos depois, é a vez do artista fazer, enfim, sua estreia neste cobiçado espaço. A exposição coroa uma trajetória em franca ascensão. Em 2025, suas criações foram apresentadas em coletivas em Portugal, Inglaterra e França. Ano passado, além de figurar no 38º Panorama da Arte Brasileira, ele recebeu ainda mostras individuais nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Utilizando materiais como pólvora, carvão e caixas de fósforos, Társis cria obras que podem – literalmente – pegar fogo a qualquer momento. Parece adequado quando alguns dos principais temas a cruzarem sua poética são justamente a violência urbana, a degradação social e a transformação provocada pela passagem do tempo. “Essa iminência do perigo é também a iminência da existência”, justifica o artista.
04 Set 2025
por: Amanda Queirós
O Estado de São Paulo