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Bienal do Mercosul quer mostrar que o mundo todo acaba num estalo, do nada

Bienal do Mercosul quer mostrar que o mundo todo acaba num estalo, do nada

Exposição adiada pela tragédia climática no Rio Grande do Sul volta a Porto Alegre com seleção de nomes de peso do circuito

O sentido de urgência atravessa a nova Bienal do Mercosul, com abertura marcada para março do ano que vem. Adiada por causa da tragédia climática que arrasou uma série de cidades do Rio Grande do Sul, a mostra agora tenta voltar ao prumo como manifestação de resiliência.

No comando da exposição, Raphael Fonseca afirma que “Estalo”, como decidiu chamar a mostra, tem como ponto de partida a sensação de tragédia, tanto aquelas já sentidas e superadas quanto as que se aprontam no horizonte, a ideia de que tudo pode mudar, para melhor ou pior, no curto intervalo de um estalar dos dedos da mão.

Essa que já foi uma das mostras mais influentes do calendário e perdeu relevância ao longo dos anos agora tem à frente um artífice com certo frescor. Fonseca, nome forte do Museu de Arte de Denver, nos Estados Unidos, é um carioca que vem trilhando uma carreira singular no mundo rígido das castas da arte.

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18 Nov 2024

por: Silas Martí

Folha de S. Paulo

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