São Paulo, Brasil, 1997
Sophia Loeb cria pinturas que evocam paisagens distorcidas ou ampliações de processos biológicos imperceptíveis, estabelecendo uma ponte entre ambientes humanos e microscópicos. Tons vibrantes e contrastes marcados revelam a importância das reverberações sensoriais em sua obra, atraindo o espectador para um campo visual tátil e magmático. O processo da artista é dinâmico e imersivo: as telas são giradas, inclinadas e trabalhadas a partir de múltiplos ângulos, enquanto os materiais — pigmentos líquidos, em pó e bastões a óleo — são sobrepostos, raspados e retrabalhados em constante diálogo com a superfície. Guiada pela própria matéria, cada cor é aplicada com gestos que denotam o interesse da artista pelo envolvimento corporal. Essa consciência tem origem em seu trabalho inicial como escultora, disciplina da qual retira a fisicalidade e o toque, resultando em composições densas e volumosas, onde múltiplas camadas se mantêm em tensão.
Obras
Obras do artista
Exposições
Institucional
ver todos
Notícias
ver todos